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Mar

1

Exercício de Meditação

By admin

Este é um dos exercícios que praticamos no templo Lo Han Ssu com a participação e a orientação direta do Monge Superior Tue Ho Anselmo.

-sente-se confortavelmente em uma almofada ou cadeira.

-com as palmas das mãos viradas para cima,ponha a palma esquerda feminina,sobre a palma direita ,masculina.Toque as pontas dos polegares ,formando uma base de equilíbrio.

Respire devagar dez vezes ,lenta e profundamente.

_inspire,expire lentamente …mentalizando :

_ inspiro,expiro purificando meus pés.

_inspiro,expiro purificando minhas pernas.

_inspiro,expiro purificando meus genitais.

_inspiro,expiro purificando minhas nádegas.

_inspiro,expiro purificando meu abdome.

_inspiro,expiro purificando minha lombar

_inspiro,expiro purificando meu peitoral

_inspiro,expiro purificando minhas costas

_inspiro,expiro purificando meu braço esquerdo

_inspiro,expiro purificando meu braço direito

_inspiro,expiro purificando minha face

_inspiro,expiro purificando minha cabeça

_inspiro expiro lentamente purificando meu espírito

Permaneça na postura e observe “O silêncio do corpo”.

Não se importe com o barulho que vem de fora,concentre-se no silencio do seu corpo.

Antes de encerrar,SORRIA LEVEMENTE, e abra os olhos.

O sorriso do Sr Buddha, é a prova de seu estado de Ginna (vencedor).

O sorriso é a força que afugenta todos os males.

Este exercícios terá uma duração aproximada de 15 minutos.Enquanto você estiver direcionando sua atenção e respiração,todo o restante de você ,estará descansando.

MEDITAÇÃO É REPOUSO ATIVO.

Fiquem em paz !

O Mi T o Fo !

Mar

1

O Sr Buddha dizia que:

By admin

“A santidade não é um direito natural do ser humano,é um dever.Todos nós devemos agregar alguma santidade ás nossas vidas,por menor que seja.”

A prática da meditação Thien (Zen) , permite ampliar o poder de conexão entre nós e outros planos existência.

O contacto com ambientes e objetos sagrados,proporciona uma limpeza constante de nossos invólucros energéticos,promovendo aprimoramento espiritual e nos levando a cumular méritos.

Devemos sempre manifestar o desejo de transferir os méritos por nós acumulados a todos os seres sensíveis.

Este importante exercício,desperta um grande fluxo de compaixão,trazendo para junto de nós espíritos obreiros e curadores,aproxima nosso guru deva(espírito protetor) e ainda,destrói as infecções espirituais.

Mar

1

O carvalho e o vaso de argila.

By admin

Por Monge Tue Ho Anselmo Bezerra.

Durante muitos anos a menina Jade Verde trabalhou para manter a casa do mestre Pardal Dourado.

O pardal na china é considerado um animal extremamente importante porque traz dinâmica ao início do dia, e harmoniosa despedida ao seu final.

Enquanto trabalhava, a menina esperançosa de atingir alguma sabedoria, diariamente submetia ao mestre uma ou outra questão dos ensinamentos budistas.

Nesta época era vetado ás mulheres o aprendizado com os mestres imperiais. Eles deveriam ser mantidos em paz para que apenas nos momentos oportunos anunciassem suas percepções e conclusões.

Certo dia a menina atacou o mestre com a seguinte pergunta:

- Venerável Mestre, ouço atrás do biombo as suas conversas com os discípulos que também são mestres. Percebo que buscam a mesma coisa. Todos querem se Iluminar para que possam conduzir outros á margem da sabedoria.

- Você está certa, este é um ideal do “veículo antigo” ou o pensamento dos antigos , Hinayana.

- Penso que, enquanto esperam pelo supremo fruto de seus esforços, a Iluminação, eles poderiam auxiliar outras pessoas que estão no início da “Trilha”.

­ - Você está certa, este é o ideal do “veículo novo” ou o pensamento inovado , Mahayana.

Um profundo silêncio se instalou na sala. Os dois permaneceram quietos por alguns minutos até que a audição, incrivelmente treinada do mestre, captou o impacto de uma lágrima vertida pela menina que atingia a seda de suas vestes. O mestre nada fez, simplesmente se levantou e saiu percebendo que a compreensão dela estava amadurecendo a cada dia.

Os dias se passaram e a menina continuou sua labuta em atender ás necessidades da casa e observar com sua costumeira atenção o que acontecia naquele local sagrado.

Foi na primeira lua cheia outonal que o mestre decidiu realizar um pequeno festival. A casa foi enfeitada com bandeirolas, o altar budista foi montado no quintal, e pratos típicos vegetarianos foram preparados por muitas bondosas mulheres, orquestradas por um mestre cozinheiro.

Ao anoitecer, os convidados chegaram e as mulheres foram para sua clausura como era tradicional. Todos se sentaram ao redor do mestre e, para a surpresa de todos, foi organizado um círculo externo, onde as mulheres puderam se sentar para observar a festa.

Após as orações e toques tradicionais de sinos e tambor, o mestre fez uso da palavra, sempre de maneira firme, segura e inconteste.

- Irmãos, existe a Forma, da forma vem o pensamento, dele vem a percepção, dela vem a sensação, e deles vem a formação mental.

Lidamos em nossas vidas com nossa corporalidade: temos ar em nós, temos também líquidos, temos ainda minerais e energias não palpáveis, mas, de grande valor e importância.

Nossa forma abriga nossa capacidade de pensar, mas ela precisa ser alimentada com elementos específicos que contemplem nossa necessidade de relacionamento com os mundos interior e exterior. Assim temos as percepções que vem através dos sentidos. Percepções tácteis, olfativas, gustativas, visuais e auditivas.

As sensações são agradáveis, desagradáveis ou neutras.

Por exemplo: tudo que ouvimos pode ser agradável, desagradável ou neutro.O mesmo acontece com cada um dos sentidos.

Desta forma, se multiplicarmos seis sentidos por três sensações básicas teremos os dezoito elementos psicofísicos.

Todos estes elementos geram a formação mental.

Senhores, assim é formado o ser, assim é formada a mente, assim definimos cada porção do ser.

Um dos convidados, um importante homem do governo imperial, indagou:

- Mestre, sua explanação foi notável e agora finalmente compreendi os Skandhas (cinco agregados). Minha indagação é: Existe algum elemento que mantenha firme estes elementos? Pergunto isto porque percebo que se forem purificados e aperfeiçoados, poderemos atingir a “margem da sabedoria absoluta”.

O mestre esperou um instante e respondeu:

- Em nossas vidas sempre encontramos os nós que atam algo que precisa ser desatado, não é diferente com a busca espiritual.

O festival seguiu com orações, poesia, música e boa alimentação.

No dia seguinte a pequena menina estava exausta, mas feliz. Havia aprendido muito e era tão grande sua alegria que mal podia organizar seus pensamentos. Pela primeira vez ela se sentia relaxada e até mesmo ameaçava cantarolar uma música infantil.

E foi neste estado de profunda alegria ditosa que ela foi buscar água em um estanque próximo da casa do mestre. Com um pesado cântaro de argila cheio d’água nos braços, a frágil e feliz menina retornava para casa em passos harmoniosos com um leve sorriso no rosto.

Em certo trecho do caminho, os passos da menina falharam, o cântaro caiu de seus braços e, ao se despedaçar no chão, fez soltar o laço de couro que lhe dava resistência.

Neste momento a mente da pequena Jade se Iluminou, uma onda fantástica de beatitude a invadiu e, repentinamente, tudo aquilo que o mestre havia dito um dia antes parecia uma grande chave que servia para abrir a porta de uma extraordinária dimensão de sabedoria e êxtase.

A Iluminação.

“A ampliação da liberdade “.(TueHo Anselmo)

Sua liberdade física e mental se ampliou para o nível espiritual. Finalmente ela pôde estar em paz com seu presente, compreender o seu passado e vislumbrar um futuro pleno de entendimento e força.

Era o início de inverno e as primeiras neves começavam a chegar. As montanhas mais distantes já estavam vestidas de branco e o vento trazia os sons dos pássaros que começavam a se retirar da região, em um balé aéreo incrivelmente bonito.

Jade se despediu do mestre apenas com um leve sorriso e virou-se para partir. Ao atravessar o portal do templo cruzou com a menina que vinha substituí-la. Era uma chinesinha franzina de rostinho vermelho e jeito doce.

-Você é a nova ajudante?

- Sim – respondeu ela escondendo o olhar.

- Por favor, não sirva o mestre…ame-o como se ama a um pai amoroso, e prepare-se para a herança que ele vai te entregar.

Sem mais dizer, a pequena Jade seguiu viagem.

A casa de pedras da senhora Orquídea Preciosa estava muito bem cuidada, os campos já haviam sido colhidos e armazenados para o inverno, e da chaminé saía uma leve fumaça seguida por um delicioso cheirinho de comida. Os últimos metros até a casa foram conquistados com uma boa corrida, onde Jade demonstrou que não só havia aprendido as lições espirituais, mas também aquelas dos treinamentos em artes marciais.

Um salto por cima da cerca terminou a corrida e precipitou a menina porta a dentro.

- Senhora minha Mãe! O Mi To Fo! (salve o Sr Buddha)

-Minha linda filha, você se tornou uma mulher muito formosa.

Os abraços foram intermináveis, as lágrimas de emoção foram doces e bem vindas, e os momentos e relatos foram muito animados.

A rotina da casa foi voltando ao normal enquanto o inverno passava. Em um cômodo não ocupado da casa, a menina erigiu um altar budista e ali rezava todos os dias. Suas práticas de meditação Zazen rivalizavam com os afazeres domésticos, mas tudo fluía como o inverno que já dava sinais de partida após uma passagem calma pela bela região de árvores tão bonitas, algumas delas seculares.

As flores voltaram e com elas era possível fazer meditação do lado de fora da casa em postura sentada e em movimento, caminhando no bosque.

As pessoas na cidade começaram a comentar umas sobre as outras, isto era normal no fim do inverno quando todos saíam de casa para ver o mundo exterior.

O comentário mais forte da época era a volta da menina Jade. Todos sabiam que ela havia partido para completar sua educação em um monastério. Sabiam também que o monge chefe a quem ela iria servir, era um velho de uns noventa anos, muito exigente e rigoroso. Todos imaginavam que ela não suportaria o treinamento e a surpresa foi geral quando de seu retorno após cinco longos anos.

Além de seus modos e sua educação refinada, a menina Jade encantava também por sua beleza. Não tardou para que alguns ricos interessados enviassem propostas de casamento.

A fama de sua valorosa beleza se espalhou rapidamente e logo um grande desconforto se apoderou dela e de sua mãe. Como refúgio para os problemas que começavam a se avolumar, Jade meditava em frente a um grande carvalho. Permanecia horas completamente imóvel, sua respiração era mínima e sua energia era tão poderosa que nenhum inseto a importunava. Sua energia vital assim como sua espiritualidade cresceram no caminho do aprimoramento daquele primeiro estado de Iluminação obtido junto ao mestre.

O inverno já se aproximava outra vez e os preparativos para a reclusão forçada pela neve já haviam começado. Nesta época, era comum contratar pessoas para realizar a colheita. Cinco homens vindos das planícies do oeste chegaram á casa para pedir trabalho e foram aceitos.

Seus modos eram os de bárbaros das estepes, eram robustos, cabeludos, sujos e com um olhar cobiçoso. Não havia alternativa, todos na cidade estavam empregados em outras lavouras ou transportando mercadorias para outros centros. Apesar do perigo constante, a rotina continuou a mesma por muitos dias.

A lua cheia é muito importante para os budistas porque foi com a presença dela, em maio (Vesak), que o Sr Buddha se Iluminou.

O inverno em seu início permitiu aquela região uma belíssima lua cheia, que apesar de inesperada, trouxe muito júbilo a todos.

A prontidão foi imediata e logo se organizou um festival na cidade. Todos correram para a praça central e enfeitaram com lanternas, prepararam fogueira e mesas para a comida. Havia alegria em toda a parte. Era como a despedida e comemoração da boa colheita.

Todos estavam na cidade o dia inteiro, e todos lamentavam a falta da presença de Jade. Os empregados temporários confabulavam, reclamando do pagamento insuficiente e que deveriam levar algo mais da senhora Orquídea. Partiram para a casa pensando em roubar, mas quando entraram no grande quintal, se depararam com a mais bela e atraente visão; Jade estava meditando, tranquilamente, sentada á sombra de sua grande árvore. Rapidamente pensamentos e desejos demoníacos se apossaram dos cinco homens que se aproximaram ofegantes e o chefe fez o anúncio de sua intenção infame.

- Você será nossa, nosso pagamento. Sei que você pode me ouve, eu não acredito em meditação, nem em reza!

Ela permanecia imóvel e mal se podia perceber sua respiração.

- Você, você, levanta!

Todos iniciaram a gritar para que ela despertasse, mas era inútil.

Mais uma vez confabularam e decidiram levá-la para dentro e violentá-la.

Dois dos homens se aproximaram e segurando firme tentaram levantar a pequena Jade de seu assento de meditação. Tudo em vão, ela não se moveu.

Todos tentaram e falharam em movê-la. Seus braços franzinos já apresentavam marcas roxas e ela não se movia.

Loucos com o insucesso, os homens dilaceraram suas roupas, e quando estavam prestes a lhe tirar a última peça, ela finalmente falou.

- Sou pesada e inamovível como o carvalho, sou uma com ele e ele um comigo.

Neste instante ouviu-se o ruído de pessoas chegando, eram amigos que vinham saber por que a menina não estava na festa. Flagrados, os bandidos correram para a mata,imaginando que os que se aproximavam fossem espíritos protetores da menina.

Sua nudez foi protegida pelas mulheres que lhe envolveram em um manto e ela foi conduzida de volta á casa.

A festa foi mantida a pedido de Jade e de sua piedosa mãe. As duas ficaram em casa e uma guarda se revezava para impedir a volta dos bandidos.

O inverno passou, mas desta vez de maneira completamente diferente dos outros anos. A casa de Jade se transformou em um local de encontro onde, aos pés da pequena mestra ao lado do fogo confortável da lareira, muitos vinham meditar e estudar o Dharma (ensinamentos budistas).

Assim que o gelo se desfez e o Sol voltou a dar alegria de dias luminosos á região, uma notícia muito triste chegou até a cidade.

Os bandidos fugitivos, após a tentativa de agressão contra a menina Jade, tentaram roubar o monastério. Ameaçaram o velho monge e roubaram a única relíquia valiosa que era um elefante de bronze com olhos de rubi, que o chefe da província havia ofertado ao mosteiro.

Para sua punição, quando atravessavam as montanhas brancas de neve, não perceberam que estavam sobre um lago e que o gelo já estava fino devido á aproximação da primavera. O resultado foi que o peso dos cinco homens acrescido do peso do elefante, fez rachar o gelo e todos morreram congelados nas águas profundas do lago.

A vida continuou na bela cidade da Mágica Harmonia, na região montanhosa do norte, onde viveu por muitos anos a senhora Orquídea Preciosa e a jovem Jade Verde, verde como o carvalho. O carvalho que não tomba com o peso da neve, que dá sombra no verão, beleza na primavera e exemplo de perseverança no outono.

Ao envelhecer a menina Jade morreu calmamente, deixou muitos discípulos e uma história que vale a pena ser lembrada.

O Mi To Fo !

Feb

2

O ano do Coelho

By admin

O monge Superior do templo Lo Han Ssu, o mestre Tue Ho Anselmo selecionou este texto para iniciar 2011, o ano do Coelho.

Madre Teresa de Caucutá

Mãe dos pobres e dos leprosos da Índia.

Muitas vezes o povo é egoísta e interesseiro.

Perdoe-o assim mesmo.

Se você é gentil, o povo pode acusá-lo de ser egoísta e interesseiro.

Seja gentil assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e inimigos verdadeiros.
Tenha bons amigos e vença assim mesmo.

Se você é honesto e verdadeiro, o povo pode enganá-lo.

Seja honesto e verdadeiro assim mesmo.

O que você levou anos para construir alguém pode destruir em uma hora.

Construa assim mesmo.

Se você tem paz e é feliz, o povo pode sentir inveja.

Tenha paz e seja feliz assim mesmo.

O bem que você faz hoje, o povo pode esquecê-lo amanhã.

Faça o bem assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.

Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que no fim das contas é entre você e Deus…

Nunca entre você e o povo.

Feliz ano do Coelho

Seja rápido e atento, aproveite cada oportunidade ao máximo e multiplique sua inteligência, espiritualidade e amor.

Este ano é positivo, por que o ano passado foi negativo, com o Tigre gerando conflitos e revolvendo tudo para que o Coelho reorganize.

O Tigre traz o conflito para que possamos descobrir onde aplicar a correção e a justiça. Ele também nos ajudou a vencer situações estacionárias.

Agora o Coelho vem trazendo a multiplicação do êxito e a velocidade na solução dos problemas. Devemos aproveitar com muita eficiência e brilhantismo estas auspiciosa oportunidade.

Aproveite, seja feliz!

Máster Tue Ho Anselmo.

Nov

19

Imanência e Transcendência

By admin

Ouvi dizer que: “Para que possamos herdar a eternidade, precisamos morrer fisicamente”.

Durante toda a existência histórico/racional da humanidade, fomos induzidos a pensar desta forma para que o tão temido fardo da morte se tornasse mais leve e até mesmo aceitável.

Nossas almas inquietas, ansiosas por saber mais e por experimentar formas cada vez mais sedutoras de liberdade começaram a perceber que existe algo além da simples eternidade.

Quando avançamos com nossas inteligências em direção aos mais profundos recônditos da natureza, nos valendo da ciência como ferramenta, nos deparamos com elementos no mínimo surpreendentes que nos tiram o chão e o fôlego, nos desvendando mistérios que durante muito tempo foram elaborados para nos manter em regime de “cárcere privado” dentro das celas escuras de nossos medos.

Presos incomunicáveis, cumprimos uma dolorosa pena que durante muito tempo nos foi imputada por termos cometido o crime gravíssimo de nascer. Somos condenados a envelhecer e morrer, prisioneiros de idéias escabrosas sobre pecados, arrependimentos e recompensas celestiais.

Todo aquele que se rebela contra esta ditadura de valores, é considerado herege ou ateu, julgado e condenado pela inquisição pálida de uma sociedade acostumada a jogar para “baixo do tapete” os seus desvios de conduta, e com o dedo em atitude de apontamento, indicar ao suposto pecador o caminho da danação eterna.

Céu eterno ou danação eterna são as únicas veredas possíveis no entendimento daqueles doutrinados para o pensamento menor a respeito de si mesmo. Eles desprezam a grandeza que Deus deu a eles como legado universal.

Existe algo enorme, autoritário e temível em algum lugar do universo, e nós estamos aqui para cumprir o papel de humildes servos, tementes a Ele embora alguém tente ao mesmo tempo nos convencer que fomos feitos “á sua imagem e semelhança”.

Como é possível viver do temor?

Por que não é possível viver com um raciocínio claro e um sentimento limpo com relação ao Governante do Universo?

 

Imanência

Estar fixo em uma posição é o mais torturante modo de existir para nós carnais. Nem mesmo um cadáver está parado. Sua decomposição o põe em movimento por que ele está sendo devolvido á natureza. Se observarmos com frieza e raciocínio puro, saberemos que o movimento sempre foi o sinônimo de vida. Fomos elementos químicos em contínua mutação, depois espermatozóides, depois células em louca e desenfreada luta contra o tempo para produzir um ser resistente, conseguimos vir á luz e iniciamos uma jornada sensorial para conhecer o mundo exterior.

Se não bastasse tanto sacrifício, aqueles que aqui chegaram antes de nós, criaram métodos de controle para que todos pudessem existir em harmonia, e finalmente cessassem o movimento. Existir de forma dependente, obediente a algo que não foi corretamente explicado e cuja única maneira de nos convencer a este jugo, é a maneira da recompensa e castigo.

O ser humano se torna imanente embora permaneça em constante movimento biológico e social. Aparentemente tudo está se movendo e progredindo, mas nossa angústia e depressão aumentam cada vez mais, gerando tanta confusão que começamos a padecer de sociopatias, de uma profunda tristeza que não sabemos de onde vem, de uma sensação de que nada tem mais sabor ou cor na vida e no mundo, e de que o tempo que passamos vivendo ate aquele momento, não nos deu nada que valesse a pena ter vivido. É neste momento que nos dão a religião como remédio, e se não tivermos a necessária visão correta do mundo e de nós mesmos, seremos cimentados em um balde, e com os pés pesados seremos atirados no mar dos dogmas, para morrer de forma cordeira e patética, e certos de que encontraremos a verdadeira vida.

Ser imanente ou paralisado é uma ilusão de que o tigre faminto vai passar por nós, e sem receber provocação irá embora. Nosso raciocínio e a dádiva de viver e aprender em sociedade, ferramenta magnífica que nos elevou da cadeia alimentar animal, para governantes supremos do planeta, este mesmo raciocínio pode ser a mais paralisante droga que um ser humano pode experimentar. Nossa verdadeira vocação ancestral e presente é a transcendência, bastando apenas conceituar corretamente o que vem a ser isto e que primeiro passo podemos dar em direção a ela.

 

Transcendência.

Ir além do medo.

Em nossa memória ancestral, herdada dos primeiros humanos, existe o medo de sermos exterminados. Conhecemos a dor e sabemos sobre o prazer. Não nos contentamos com as sensações neutras. Estamos constantemente fugindo da dor e buscando satisfação ou prazer. Somente os objetivos máximos de nossas vidas nos levam além da dor e do medo. É a vontade ferrenha que nos eleva além do raciocínio e nos faz realizar proezas além da simples coragem.

Todos temos medo, mas a não entrega é o que nos destaca  e nos faz fortes para transcender o medo e até mesmo usá-lo como embarcação para chegar aos portos seguros de nossos objetivos.

 

Ir além da dor.

Não existe analgésico para emoções aniquilantes como baixa estima, frustração, amargura, inveja e incompetência amorosa. A maior parte das nossas dores são causadas por paralisia e falta de objetivos a perseguir. Ás vezes temos os objetivos, mas são menores do que nós, e sabemos de forma subliminar que quando os alcançarmos eles não nos darão o suficiente.

Outras vezes, temos os objetivos, mas não temos a capacidade de foco. Começamos bem, mas no processo, nos desviamos ou não agregamos força e atenção suficientes para chegar ao final.

A dor da perda sempre é a mais severa das tempestades. Seu efeito cegante nos impede de reagir e raciocinar corretamente para achar a maneira de contornar e superar, já que na maioria das vezes, são as perdas irreparáveis que nos deixam sem olhos.

Mais uma vez é a vontade ferrenha que vem em nosso socorro. Nossa determinação em permanecer em movimento, o sentimento de estarmos vivos e conectados a forças maiores, limpar, construtivas e luminosas, nos dão um suprimento extra de ar, e é neste profundo gesto de respirar profundamente, e dar um primeiro passo á frente, que nos diferenciamos radicalmente daquele que senta, chora e se declara vencido pela vida.

 

Ir além do amor.

Amar é consumir. Começamos desejando consumir o outro fisicamente e terminamos desejando consumir sua existência. Queremos que aquele a quem amamos fique conosco e faça tudo por nós por toda a sua vida, assim é o amor.

Podemos amar á distância, mas isto será morrer um pouquinho a cada dia, porque existe um monstro chamado saudade que tentará nos matar e conseguirá. Muitos seres humanos fortes e magníficos morreram de saudade ao longo de nossa história.

O amor é a doença que todos nós queremos ter, e da qual nenhum de nós quer se curar. Mesmo sendo perigosa, jamais nos vacinaremos contra ela, porque sabemos como a vida pode ser melhor a partir do momento em que estivermos amando. Amar alguém para ter relações mentais, espirituais e carnais, amar aos filhos, aos pais, aos amigos, um animal, o trabalho, até mesmo um objeto de grande estimação. As formas são muitas e todas elas de certa forma aprisionam, e esta é a pior face do amor.

Gratidão é maneira de transcender o amor, e torná-lo a emoção mais libertária que existe. Quando conseguimos fundir amor e gratidão em um único elemento, descobrimos que a eternidade é justamente isto. O amor quando é apenas posse, se perde quando o objeto se vai, restando amargura, mágoa e todos os fantasmas possíveis e imagináveis.

O amor só atinge o status de eternidade quando sentimos gratidão pela oportunidade de experimentá-lo. Mesmo o amor/fé, só pode conduzir á eternidade se for agregado á gratidão. Devoção pura muitas vezes se torna revolta pura, bastando para isto que um pedido não seja atendido prontamente. A eternidade não é um local ou condição temporal, sinto que ela é sensação de duração de um valor. Enquanto minha consciência existir, seja nesta vida apenas ou em uma outra após a morte física (não sabemos), enquanto eu puder sentir-me grato pela oportunidade que tive de amar profundamente, terei a direta percepção de eternidade.

 

Ir além de Deus.

Somos um pêndulo oscilando entre imanência e transcendência.

Se pudermos resolver em nosso interior e em nossa vidas, estas questões e com isto garantirmos nossa eternidade, termos ido além do Deus que nos impuseram por toda a história e estaremos  prontos  para o confronto final com Ele, onde e quando descobriremos que realmente fomos feitos á sua imagem e semelhança, embora saibamos que nossas imagens são ilusórias, porque estão em constante mutação e não nos assemelhamos a nada, por que nada é estático no universo, portanto, Deus é uma impossibilidade para nossa percepção (tão limitada ) e é ao mesmo tempo, a única coisa (Deus) imanente (fixa e permanente) em toda existência.

 

 

Inetrnational master Tue Ho Anselmo

Nov

19

KALAMA SUTRA

By admin

Assim disse o Senhor Buddha:

 

-“Não acredite em algo (simplesmente) porque você ouviu falar”

 

-“Não acredite em tradições apenas porque elas tem sido transmitidas através de várias gerações”

 

-“Não acredite em algo porque é falado e propalado por muitos”

 

-“Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em livros religiosos”

 

-“Não acredite em algo baseado meramente na autoridade de seus professores e superiores”

 

-“Porém, após observação e análise, quando você  constatar que algo condiz com a razão e conduz  ao bem e ao benefício de um e de todos, então, acredite e aja de acordo”

 

O Sr Buddha não tira a nossa liberdade, não nos aprisiona em ditames nem nos julga ou condena.

O Sr Buddha nos prepara para sermos responsáveis, nos ensina sobre causa e efeito de nossos atos, permite que sejamos pensadores e agentes livres.

O Sr Buddha está conosco todo o tempo, mas não nos cega e não tira de nós o direito natural á existência plena, onde temos a oportunidade da busca pelo “supremo despertar” e o dever de não permitir qualquer tipo de escravização.

O Sr Buddha é pai, mãe, irmão, amigo, mestre, médico, guarda de segurança, psicólogo, ecônomo e tudo o mais que precisarmos.

 

Medite, aumente seu poder de conexão com os “planos superiores’ e os nossos auxiliares invisíveis, leia os sutras, ponha o colar de orações no pescoço…faça tudo o que estiver ao seu alcance para estar em contacto com as coisas do caminho búdico.

Você vai descobrir que tudo isto vai deixá-lo confortável, este estado de conforto e relaxamento vai facilitar sua “viagem” de volta á sua essência original, e a se defrontar com seu Buddha interior.

 

Máster Tue Ho

Nov

19

MAHAKARUNAN

By admin

Compaixão  Imensurável

 

Muitas pessoas confundem compaixão com caridade.

O sentimento de compaixão eleva o ser humano á condição de Bodhisatva, o ser protetivo que compadecido da condição de outros seres os auxilia e protege.

A caridade é a ferramenta do compassivo, doar de si mesmo é Dhana, e a realização dos atos caridosos sempre resulta em bem comum e benefício próprio.

 

No budismo temos em mente que todos os seres estão ligados, é como se cada pessoa fosse uma célula de um grande tecido. O tecido forma um órgão, o órgão forma um organismo, e o organismo forma um corpo.

Cada pessoa é uma parte muito pequenina de algo imensurável, mas se uma pessoa se perde, todo o tecido adoece, e também o órgão, também o organismo e o corpo.

 

Assim como um corpo infectado fica febril para reagir ao ataque, toda a existência reage quando alguém se perde, assim como se rejubila quando alguém se Ilumina.

Cada ser humano é altamente importante para todo o complexo que chamamos vida, e qualquer esforço para que mais pessoas atinjam a condição de Bodhisatva deve ser feito.

 

A maior caridade que se pode prestar é transmitir o dharma  (conhecimento do Sr Buddha) e assim contribuir não só para a continuidade e melhora  de nosso mundo, como também para as necessidades do mundo espiritual.

Nossas responsabilidades individuais e coletivas são enormes e o espírito de compaixão é a embalagem perfeita para nossa sabedoria.

 

Praticar o bem

Evitar o mal

Purificar corpo e mente

Este é o conselho do Sr Buddha.

 

Monge Tue Ho Anselmo Bezerra.

Templo Lo Han Ssu  de Petrópolis/RJ - Brasil.

Nov

19

TUAN LIEN

By admin

Disciplina Extraordinária

 

O budismo é essencialmente auto disciplina. Assumimos o controle total de nossas vidas e nos submetemos a um permanente programa de treinamento para que possamos atingir estados especiais de desenvolvimento físico, mental e espiritual.

 

A fé budista é a fé no Sr Buddha, e a fé no Sr Buddha é, principalmente, compreender que mesmo Ele continuou praticando após ter se Iluminado.

Sua vida de serviços sempre era cercada de auto treinamento para a maturação da Iluminação e aprimoramento das pessoas á sua volta.

 

Devemos ter compromisso com a acumulação de méritos através de nossas ações, e a prática da transferência destes méritos a todos os seres sensíveis da Terra, e aos antepassados.

 

Nós ocidentais, estivemos em todas as nossas vidas submersos no ambiente cristão. O fato de praticarmos a fé budista nos reforça ainda mais em nossos sentimentos de amor  para com o Sr Jesus.

O respeito pela fé alheia, o não julgamento ou confronto, são elementos muito importantes. Mesmo quando atacados, incompreendidos ou ofendidos por outros religiosos, devemos manter a atitude limpa e despojada do sentimento de revés.

 

Os cuidados com a família, os amigos, o meio ambiente e o mundo espiritual, também são obrigações do budista.

Mesmo os espíritos desencarnados precisam de compreensão para que possam seguir para sua próxima etapa. Qualquer ajuda que nossos atos no dia a dia ou nas práticas religiosas possa enviar para eles, também trará benefícios para nós. Somos operários da obra espiritual assim como trabalhamos por nossas vidas seculares.

 

O Sr Buddha nos pediu que fossemos a Luz, não nos pediu para converter pessoas. Pediu que fossemos um exemplo tão bom que todo ser humano ou espírito pudesse ver em nós um guia para a jornada em direção á plena atenção e á correta compreensão.

 

 

 

MAHAKARUNAN

Compaixão  Imensurável

 

Muitas pessoas confundem compaixão com caridade.

O sentimento de compaixão eleva o ser humano á condição de Bodhisatva, o ser protetivo que compadecido da condição de outros seres os auxilia e protege.

A caridade é a ferramenta do compassivo, doar de si mesmo é Dhana, e a realização dos atos caridosos sempre resulta em bem comum e benefício próprio.

 

No budismo temos em mente que todos os seres estão ligados, é como se cada pessoa fosse uma célula de um grande tecido. O tecido forma um órgão, o órgão forma um organismo, e o organismo forma um corpo.

Cada pessoa é uma parte muito pequenina de algo imensurável, mas se uma pessoa se perde, todo o tecido adoece, e também o órgão, também o organismo e o corpo.

 

Assim como um corpo infectado fica febril para reagir ao ataque, toda a existência reage quando alguém se perde, assim como se rejubila quando alguém se Ilumina.

Cada ser humano é altamente importante para todo o complexo que chamamos vida, e qualquer esforço para que mais pessoas atinjam a condição de Bodhisatva deve ser feito.

 

A maior caridade que se pode prestar é transmitir o dharma  (conhecimento do Sr Buddha) e assim contribuir não só para a continuidade e melhora  de nosso mundo, como também para as necessidades do mundo espiritual.

Nossas responsabilidades individuais e coletivas são enormes e o espírito de compaixão é a embalagem perfeita para nossa sabedoria.

 

Praticar o bem

Evitar o mal

Purificar corpo e mente

Este é o conselho do Sr Buddha.

 

Monge Tue Ho Anselmo Bezerra.

Templo Lo Han Ssu  de Petrópolis/RJ - Brasil.

Nov

19

O BUDISMO THIEN DO VIETNAN

By admin

Após o seculo lll dC, o budismo chegou ao Vietnan, dividido em três ramos: Sarvativada, Yogachara e Vijnanavada.

 

O ramo sarvativada era Theravada e surgiu durante o reinado de Ashoka (272-236 aC.) vinda da escola Sthavira fruto da primeira divisão da Sangha durante o concilio de Pataliputra (séc IV aC).

Sua obra básica é o Abidharmakosha compilado em 600 versos por Vasubandhu, 21º patriarca do budismo (séc V).

Este trabalho mostrava as mudanças da tradição Hynayana (veículo dos antigos) para Mahayana (novo veículo).

Vasubandhu e seu irmão Assanga fundaram a escola Mahayana visnanavada.

 

A escola Yogachara alcançou seu apogeu no século VI dC, principalmente impulsionado pela Universidade de Nalanda  no norte da Índia. O principal trabalho é o sutra Lankavatara.

Nos últimos 200 anos estas escolas se fortaleceram  no  Vietnan graças ao trabalho de monges vindos do Sirilanka através do Laos e Camboja.

 

O primeiro patriarca do budismo Thien foi o mestre Tang Hoi.

Seu mais importante trabalho foi o Anapananusmrti (Sutra da plena consciência da respiração).

Seu trabalho também contemplou os oito mil versos do Prajnaparamita.

Ele escreveu a “Antologia das seis virtudes” sobre a doutrina do “vazio” e da “iluminaçaõ súbita”.

Em 380 dC ele se retirou para a China no reino Wu e construiu lá um monastério, após 33 anos morreu deixando um grande legado.

 

Quando Bodhidharma (Ta Mo) chegou á China 200 anos depois para transmitir a doutrina Dhyana e fundar o Ch´an, teve grande apoio por parte dos descendentes religiosos (chineses e vietnamitas) deste grande mestre.

 

Ainda tivemos os mestres Kalasivi e  Darmadeva vindos da Índia em 450 dC,ambos Mahayana.

O aluno mais notável deles e sucessor Dharma, foi Hue Thang, que pautou seu trabalho no Sutra do Lótus, Sutra do Diamante, e nas técnicas de meditação frente á parede.

 

O mestre Vinitaruci, (séc Vl), trouxe a escola da “iluminação súbita pelo choque verbal”.(Kung an –Koan).

No século lX o mestre Vo Ngon Thong, trouxe o ideal do mestre patriarca chinês Pai Chang (720-814), que enfatizava a meditação sentada, andando e trabalhando.

Esta escola foi a de maior importância para a formação do budismo da famosa escola Bosque de Bambu do mestre  Hien Quang (sec Xll).

Hien Quang transmitiu o Dharma ao rei Tran Thai Tong, ao professor Tue Trung e ao irmão do rei Tran Nhan Tong.

Tran Nhan Tong após lutar na guerra contra os mongóis invasores em 1284-1287, abdicou em favor do filho e aos 41 anos se dedicou a pesquisar e a escrever sobre o Zen.

Suas obras: Guia do Zen, Lições sobre vacuidade, A chave para o Zen.

Estas obras foram definitivas para a instalação definitiva do Zen no vietnan.

Ele também introduziu a visão Lan Te (Rinzai) com os exercícios Koan (Kung an) e o Kyosaku representativo do sabre/bastão de Manjushri.

 

Durante a dinastia Tran  (séc XlV) o Vietnan traduziu e publicou os Tripitakhas (“tres cestos de sabedoria”-270 volumes onde encontramos discursos e instruções proferidos pelo Sr Buddha) e mais de 50 mil obras.

Com a ocupação dos chineses da dinastia Ming de 25 anos, 90% das obras foram destruídas para dar lugar ao conceito neo confuciano, mesmo assim um grande numero de monges da escola Tsao Tung  (Soto) procuraram refugio no sul do  Vietnan, onde a perseguição era menor.

 

O patriarca Lieu Quan (1670-1742) fez ressurgir o budismo baseado principalmente nas escolas Soto e Rinzai.

 

Seu grandioso trabalho só teve declínio durante a invasão francesa antes da 2ª guerra mundial, quando até mesmo as festas de Vesak (comemoração do nascimento do Sr Buddha) foram proibidas.

 

A escola Hien Quang (bosque dos bambus) teve um ressurgimento notável, principalmente a partir do distrito de Cho lon (área chinesa) da capital e da cidade Vinh Binh.

Muitos monges vieram através da Bahia Há Long e do golfo de Ton Qin, provenientes da China e do Japão. O reforço dado por eles ás práticas religiosas trouxe um novo dinamismo espiritual.

O Mestre Luu Phu famoso em toda a azia, também foi de extrema importância para o budismo vietnamita, trabalhando toda a sua vida para manter guardadas as escrituras budistas, reproduzi-las e divulgá-las.

 

Os inúmeros conflitos em terras vietnamitas desagregaram os budistas, muitos foram mortos, outros fugiram do país e as instituições foram dissolvidas ou perseguidas com violência.

Ocorreu ocupação francesa, a invasão japonesa, a invasão chinesa e finalmente a guerra entre o norte e o sul com a participação dos EUA, que gerou a morte de três milhões de vietnamitas.

 

Em 1957, chegou ao Brasil o refugiado Ngyuen Sho Ih com esposa grávida. Ele começou sua vida aqui trabalhando nas obras da construção de Brasília. Usava nome falso (japonês) para não ser descoberto.

Com o passar dos anos outros vietnamitas vieram e após comprarem um sítio nos arredores de Sobradinho, iniciaram um pequeno templo budista.

O mestre monge responsável era o venerável Rúa (tartaruga dourada). Este monge de grande sabedoria, iniciou, treinou e ordenou vários brasileiros japoneses e vietnamitas.

Para se manter oculto das autoridades que na época das ditaduras militares no Brasil olhavam com desconfiança os chineses e coreanos, ele usava o nome Saito e se apresentava como japonês.

Com o passar dos anos, e a derrota norte americana no Vietnan, o Brasil foi engolido pela onda de perseguição aos comunistas. De 1964 a 1975 havia uma espécie de ordem para acabar com qualquer ideologia comunista, chamada pelos militares de “subversivos”.

 

O Mestre Rúa, veio para o Brasil junto com outros refugiados, sua vida foi seriamente afetada pela morte do monge Quang Duc em 1963. Este importantíssimo monge foi o mestre do mestre Rúa e seu companheiro em trabalhos por muitas províncias vietnamitas.

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LAN VAN TUC nasceu em 1897 no Vietnan central.

Com o nome Quang Duc, aos 7 anos foi admitido para treinar com o monge HANG THAN, com ele ficou isolado nas montanhas NIH HOA em NHÁ TRANG.

Em 1932 tornou-se mestre em Nih Hoa.

Em 1943 reconstruiu 20 templos budistas.

Foi transferido para o sul em 1944, para o templo Long Vinh na cidade de Saigon e logo depois para o templo Quan The AM.

Em 1953 foi nomeado “cabeça maior” do Comitê de Rituais da Congregação Unida do Vietnan.

Em 1962 foi iniciada a ocupação do Vietnan pelos norte americanos e a guerra entre o norte e o sul se intensificou.

Com o protesto dos monges o Presidente Ngo Dhien iniciou através de seu irmão, uma grande perseguição aos monges. Milhares foram presos ou mortos.

Em 1963 o monge Quang Duc, para chamar atenção mundial para o problema vietnamita e cessar as execuções de monges e os bombardeios indiscriminados da aviação americana contra as aldeias vietnamitas…Ele se sentou na esquina das ruas Phan Dinh Phung e lê Van Duyet  e pôs fogo no corpo, sentado em posição de lótus.

Seu protesto chocou o mundo e a situação vietnamita foi resolvida, seu martírio salvou milhões de vidas.

Ao recuperar seus restos mortais, os monges descobriram que seu coração e olhos não haviam sido destruídos pelo fogo.

Isto é considerado um milagre para todos nós budistas.

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Somente em 1980 com a ordenação do Monge Tue Ho Anselmo, é que a escola budista  Lien Hoa Phat Gyao, do budismo vietnamita, pode finalmente ser vista e praticada livremente.

O templo Lo Han Ssu foi fundado em Petrópolis/RJ (1982) e nestes 28 anos tem realizado transmissão destes valiosos conhecimentos.

 

Hoje experimentamos um novo crescimento, mas temos um grande cuidado para que não se misture o budismo tradicional com o budismo envolvido com política.

Os movimentos anticomunistas trazem ao budismo uma visão por parte dos “de fora”, de que todos os budistas estão envolvidos com o problema da China contra o Tibet, ou do Vietnan e seu regime socialista.

Temos hoje a responsabilidade de manter uma forma não política de representar o budismo.

Embora tenhamos um sentimento de elevada compreensão e compaixão para com nossos irmãos de além mar, nos mantemos na condição de neutralidade.

 

Templo LO HAN SSU Petrópolis RJ.

Fundado em 28 de Maio de 1982, este pequeno templo tem nos últimos 28 anos oferecido á população as tradições Vietnamitas, o Budismo e as artes marciais vietnamitas para a saúde e longevidade.

 

O mestre Tue Ho Anselmo (monge fundador) neto do mestre Jen Adaw –nome religioso (do ramo Shivaísta Indiano iniciado e treinado em Arunachala), foi treinado em Brasília na casa de um mestre vietnamita (Nguyen Sho Ih) refugiado no Brasil, e teve o inicio de seu aprendizado no dia 10 de Novembro de 1965 (há 45 anos).

O mestre Tue Ho Anselmo deixou sua carreira de piloto de aviação de combate para se dedicar integralmente á causa budista e a cultura oriental.

 

O mestre Tue Ho Anselmo é membro da cúpula de mestres da federação mundial de Viet Vo Dao com sede em Paris para onde viaja semestralmente para prestar serviços.

 

O mestre fez sua pós-graduação no Tian Tan Po Lin Monastery de Hong Kong no ano 1992.

 

Mestre Tue Ho Anselmo pertence á linhagem do monastério Lieu Quan, dos mestres Luu Phu e Bao Lan Rua.

 

tueho@uol.com.br

www.lohanssu.com.br

Jan

18

Viet Kung fu, Viet tai chi e Reengenharia Neurológica

By admin

O cérebro tem em seu hipo campo a capacidade de restaurar e até aumentar a si mesmo.

As práticas adequadas de exercícios físicos, que contemplem também a necessidade mental, podem ativar estas capacidades e até mesmo gerar neurônios novos.

Os benefícios para a memória e diversas outras atividades cerebrais, seguem de perto as incontáveis vantagens fisiológicas.

Finalmente o ocidente está aprendendo a pensar o corpo holisticamente, ou seja,como um elemento único e completo.No passado, o pensamento era de um corpo compartimentado onde as funções eram desconectas.

Na atualidade pensamos de maneira diferente, graças aos estudos do stress e sua devastadora capacidade de impor doenças das mais variadas espécies.

A hipertensão arterial e seus coadjuvantes, levam milhares de pessoas para a sepultura todos os anos, quando não os aleija com as seqüelas pós ataque.

Muito grave também, são os eventos patológicos que seguem os ansiosos. Geralmente a ansiedade leva á compulsividade e os distúrbios emocionais desta magnitude, destroem relacionamentos afetivos, afetam trabalho, estudos e auto-estima.

As alergias são agentes silenciosos e muito severos, diversas formas deste terrível mal, estão associadas ás cargas emocionais e ao desgaste permanente da mente e do corpo.

REPOUSO ATIVO.

Quando você se deita para dormir ou simplesmente descansar, seus problemas e preocupações o acompanham. È muito comum ouvir de alguém que ele acordou mais cansado do que estava antes de dormir.

O sono tem estágios de vigília e diversos níveis de profundidade.

Quando um indivíduo, não mergulha profundamente no sono e fica consciente de tudo á sua volta enquanto luta para dormir, chamamos isto de “para consciência”.

Quando um indivíduo não consegue relaxar e sonha seguidamente, atravessando a noite lutando com fatos e imagens, chamamos isto de “tendência patológica ao sonho”.

Quando uma pessoa se agita tanto durante o sono que transpira de forma abundante e com isto sofre grande incômodo, chamamos isto de “sudorese noturna”.

São muitas as disfunções relacionadas ao sono ou ás nossas capacidades de repouso e restauração da energia vital.

As práticas do Viet Tai Chi Chuan e do Viet Vo Dao Kung Fu Shaolin Vietnamita, foram durante milênios às fórmulas mais eficientes para o trabalho do corpo e da mente em direção aos resultados de prevenção de doenças, fortalecimento global do indivíduo e restauração de possíveis anomalias.

Os mais variados métodos são encontrados nestas modalidades de treinamento, todos com abordagem holística e específica em perfeita harmonia.

A isto chamamos repouso ativo e ele leva a recuperar a capacidade de repouso passivo.